janeiro 01, 2011

Feliz ano velho*



Risca o chão, as paredes e, às vezes, o papel. De risco em risco o 'desenho' toma forma. É a verdadeira arte dadá que surge. Não contente, ele continua rabiscando papel; mas por quê? O que ele precisa dizer? Mal sabe falar. Continua rabiscando. A abstração não existe nesse caso. Olha pra mim, sorri! Os dentinhos tortos, advindos da genética e do hábito de chupar dedo, tornam-se a coisa mais linda do mundo.
Não existe explicação, só basta ele sorrir que tudo se ilumina, tudo se torna azul novamente; toda a tristeza, a dor inerente à minha existencia, se vai. Sou feliz. Tudo é maravilhoso. Seus gestos, suas teimosias, sua inocência, tudo que existe nele e tem algo meu. Bendito egoísmo.
Agora está cansado de ser um artista, decide, então, se tornar um maratonista: corre pela casa. Seus pés chatos dão tapas no chão. "titio, me pega?" - sorri e me inebria.
Por onde passa toca as coisas como se fossem se esvair pra todo sempre depois daquele momento. Fantástico.
Depois de muitas horas 'frenéticas', dorme. E eu fico a observá-lo, como a mamãe pássaro em seu ninho...

- Não gosto de retratar fatos da minha vida, porém essas sensações tiveram uma importância sem igual. Este último dia retratou oquê o ano representou pra mim.
Na virada, nada de mudanças magnificas, riquesa, nada. Só que a sensação desse sorriso me preencha a maior parte do tempo. Só. É isso que eu quero!

P.S.: Tio curuja é foda.

-MatosGabriel

Um comentário:

  1. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH isso é porque é o sobrinho, imagine quanto for o filho *------*

    Beijo Biel, morrendo de saudade ♥

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