agosto 05, 2010

A Banalização do Amor

Ao entrarmos em sites de redes sociais (Orkut, facebook, twitter, e afins) encontramos uma vitrine de opções de pessoas que podemos nos relacionar, basta clicar no rosto que mais nos agrada na tela e dizer/digitar, “Oi”, para que uma nova possibilidade de afeto surja. Com isso, depois de algum tempo de conversação – o tempo do ser digital é bem mais rápido que o biológico – e, provavelmente, depois de algumas mentiras sobre a vida pessoal, aparência e perspectiva de vida, surge o AMOR DIGITAL.
Ele penetra, principalmente, em ‘corações’ de jovens que vêem suas vidas baseadas em fatores ‘internetísticos’ do que no convívio pessoal (fato cada vez mais crescente), e também da necessidade de atenção, da esperança no príncipe encantado ou da princesa encantada, que eles, e muitas vezes os adultos e idosos, encontram no “lócus amoenus” da rede.
Hoje, há a necessidade de seguir o protótipo social, que o mercado de consumo e a mídia nos impõe, por isso, o jovem, não encontrando um modo de se expressar como humano, leva para o seu profile virtual todas as suas angústias e verdades, se desumanizando, para fazer da sua existência seja mais humana. E assim, no computador, criam alegorias de si e do outro, e também do amor perfeito; em um lugar em que eles podem ser o que quiserem, com a esperança de que os problemas dos relacionamentos mundo sensível se dissipe no digital, porque, afinal, está fora de moda ser humano.

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