FUTEBOL ELEITORAL.
Em época de copa do mundo, o esporte mais aclamado pelo povo brasileiro faz com que o país pare. Do comércio à indústria; do jornaleiro ao taxista; do pobre ao burguês. Tudo o que se fala é Futebol: o gol de tal jogador, o juiz ladrão, a vitória ou derrota desta seleção, o jogador contundido daquela, e mais um sem fim de comentários. Todo esse sentimento ufanista pela seleção canarinho, que desfila pelos gramados mostrando todo o ‘jeitinho brasileiro’ de ser para o mundo; não é também compartilhado para com o destino socioeconômico dessa mesma ‘Pátria Idolatrada’.
Todo ano de eleição, para os mais importantes cargos nacionais, também é ano de copa – culpa do destino ou do acaso? -. Desta maneira, enquanto os partidos políticos arquitetam as várias maneiras de persuadir o eleitorado, as pessoas vivem a época mais alienada de suas vidas. Com isso o povo só vai lembrar que tem que escolher alguém para... Ah, lembrei... Decidir o rumo da ‘Pátria tão amada’, e, portanto, decidirem o próprio futuro, às vésperas do primeiro de outubro.
Muitos anos de ditadura militar se passaram, tempos em que a cultura do ‘pão e circo’ funcionou mundo bem, o Brasil ganhava a copa de 70 - “UHU. Somos tri”, enquanto pessoas eram “convidadas” há passar alguns dias fora: dar um ‘role’ com os ‘poliça’; e nunca mais voltaram. E por quê? Pelo direito a escolha de um comandante da nação? Pelo Voto? Pela liberdade de expressão? PRA QUÊ! O brasileiro não gosta disso. E os novos tempos comprovam isso.
Presidenciáveis começam a mostrar suas caras por toda a mídia nacional, porém, nesse ano em especial, temos uma situação singular; não há reeleição, com isso, a massa se sente insegura: - Meu querido Lula já não pode ser eleito. O futuro pai dos pobres contemporâneo, para a mídia nacional, e consequentemente para o povo, vai deixar o poder. Mas ele, o então presidente sempre teve um lema de campanha, desde o tempo em que até mesmo o ‘Silvio Santos’ era candidato à presidência; ele modificou-se, mas os tempos mudam e as promessas de campanha também. Entretanto, seu sistema ‘assistencialista’ de governo foi mantido, e podemos dizer que sua meta foi cumprida.
Hoje, pouco se fala de campanha, e muito se fala da ética pessoal dos candidatos. Eu, sinceramente, preferiria as velhas promessas de campanha, pelo menos tínhamos o que cobrar dos candidatos. Com isso, agora, só nos resta escolher entre: a velha guerrilheira, militante de esquerda e mal encarada, Dilma; o genérico, careca, traidor da educação pública paulista (isso só citando a educação), José Serra; e a seringueira, magra, e pouco falada, Marina Silva. Ao invés de escolhermos um plano de medidas que poderiam vir a melhorar o país do futebol.
- MatosGabriel
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